Chá de Sumiço


Helen Walsh não vive um bom momento. O trabalho como detetive particular não vai bem, o apartamento foi tomado por falta de pagamento e um ex- namorado surge com uma proposta de trabalho: encontrar o desaparecido músico da Laddz, a boy band do momento. Precisando do dinheiro, ela se vê forçada a aceitar, o que causa uma confusão em sua cabeça ao conviver com o ex e precisar acalmar o atual namorado. Ao tentar seguir suas próprias regras, Helen será arrastada para o mundo complexo, perigoso e glamoroso do showbiz, percebendo que seu pior inimigo ainda está por surgir. Irresistível, comovente e muito engraçado, Chá de sumiço é diferente de todos os romances do gênero, e a protagonista – corajosa, vulnerável e dona de uma língua afiadíssima – é a heroína perfeita para os novos tempos.
A Marian Keyes é minha autora favorita, adoro o modo como ela aborda assuntos sérios com leveza. O assunto desse livro foi a depressão e no período em que eu estava lendo (aproximadamente 1 mês atrás), coincidentemente, tive uma recaída e pude me identificar muito com a personagem principal.
Enquanto lia, marquei alguns trechos:

"Já ouvi pessoas dizerem que ter depressão é como ser perseguido por um imenso cão preto. Ou como estar preso em uma redoma. Para mim era diferente. Eu me sentia envenenada. Como se meu cérebro quisesse e precisasse se livrar de toxinas marrons, muito escuras, que poluíam tudo: minha visão, minhas papilas gustativas e todos os meus pensamentos No meu primeiro episódio de depressão, dois anos e meio atrás, eu me sentia apavorada o tempo todo. Na maior parte das vezes, o medo era indescritível e infundado, mais parecido com uma sensação de catástrofe iminente. Era como ter a pior das ressacas. Cada dia que nascia parecia se seguir a uma noite interminável onde o medo alcançava o limite do insuportável. Pelo menos, no caso de uma ressaca, a pessoa pode jurar que nunca mais na vida vai tomar Vodca Martíni, ou qualquer tipo de bebida alcoólica, e sabe que basta esperar até que a sensação ruim passe. Além disso, você pode culpar o álcool pelo estrago. Não você mesma."

"Além da vergonha, ainda tinha de aturar desaforos morais?! Puxa, quando uma pessoa tem lúpus ou câncer, não precisa aturar pessoas que as acusam de serem egoístas."

"As pessoas ficam doentes; às vezes elas melhoram, às vezes não. Se a doença é câncer ou depressão, não faz diferença. Às vezes os medicamentos funcionam, outras vezes não. Às vezes funcionam por algum tempo e subitamente o efeito benéfico é interrompido. Às vezes as terapias alternativas dão certo, outras vezes dão errado. E as pessoas se perguntam se as interferências externas fazem alguma diferença nessa história toda; ou se uma doença é como uma tempestade; se ela simplesmente precisa seguir seu curso e, no fim desse ciclo, você escapará com vida ou estará morto."

Esse é o quinto livro da autora sobre a família Walsh, mas se você não leu os outros e quiser começar por esse, não terá problemas, em cada livro ela foca na vida de uma das irmãs e com isso eles não são a continuação exata um do outro.
Em todo o livro, Helen procura por Wayne, um integrante de uma boy band falida que iria se reunir depois de vários anos para alguns shows. Ao investigar a vida dele, ela percebe que eles têm muito mais em comum do que ela pensava e ela acaba se envolvendo emocionalmente com o procurado sem ao menos conhecê-lo.
O livro é bem grande (644 páginas), mas a história me prendeu tanto que consegui lê-lo em menos de duas semanas e já entrou para a lista dos meus livros favoritos.

13 comentários:

  1. já tinha ouvido falar desse livro,e pela sua resenha ele e muito bacana AHHAH
    http://armariocoloridoo.blogspot.com.br/

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  2. Great post and great photos. Like a lot. I follow you, could you follow back, pls. Kiss

    http://mylovelyfashionbih.blogspot.com/

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  3. Adorei pela resenha parece ser super legal
    e melhoras na sua depressão, sei que é uma luta diária mas força e fé que tudo da certo
    beijão
    www.carolinafaria.com.br
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    1. Obrigada! Alguns dias são mais difíceis que outros, mas é assim mesmo.
      Beijos

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  4. Eu comprei esse livro, mas ainda não li =/
    Preciso hahahahahhaa
    Adorei a resenha =D

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  5. Nunca pensei em ler um livro da autora de melancia,mas depois da sua resenha me interessei muito por Esse,principalmente as partes grifadas :) um beijo.

    www.eunomadiando.blogspot.com.br

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  6. Gosto de livros assim! Que me prendem e me fazem "comer" as páginas praticamente, hahaha! Por mais que seja grande, da aquela vontade louca de terminar pra saber o final, essa sou eu lendo Harry Potter e Percy Jackson. Não conhecia esse livro e gostei.

    Beijos!
    www.likeparadise.com.br

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  7. Acho que uma das coisas que me fizeram não ter vontade de ler os livros dela são o tamanho, já li livros maiores mas tenho preguiça desse haha Apesar de todo mundo falar muito bem! Vou ver se tomo vergonha na cara e começo a ler algum haha

    www.vestindoideias.com

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    1. Ao ver o livro, você se assusta com o tamanho mesmo, mas depois a leitura é tão boa que você nem sente. :)

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  8. Falam muito bem, dessa autora, já vi que ela tem muitos livros mesmo, com o mesmo padrão de capa! Adorei os trechos que vc marcou! Você teve depressão? Se sim, que bom que o livro pode te ajudar de alguma forma, isso é tão positivo! *-*
    Mil beijos!
    http://www.canseidesernerd.com

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    1. Eu tenho depressão cíclica, tem períodos em que fico bem e períodos em que fico deprimida, mas esse livro me ajudou a ver como outras pessoas passam por isso.
      Beijos

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  9. Sou suspeito para falar dos livros da Marian porque também sou fã. Eu não importo com o tamanho do livro, pra ele ter mais de 600 páginas, no mínimo deve ser MUITO bom e ter uma história bem interessante.

    Não li esse livro ainda, mas vou colocá-lo na minha wishlist. Pela resenha, parece ser muito bom!

    Bjs!

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