A Princesa de Babilônia


Faz tempo que eu não posto sobre livros aqui, não é? Isso não significa que eu não estava lendo, ao contrário, fiz muito isso nessas férias. É que andei lendo uns livros mais "pessoais", vamos dizer assim. Livros sobre religião e um livro que era uma coleção de pequenos textos de líderes de várias religiões que eu achei muito interessante. Por que não postei sobre eles aqui no blog? Porque eu acho que religião é uma coisa muito pessoal, cada um tem a sua e devemos respeitar todas, inclusive os que não têm nenhuma. Então, para não gerar conflitos e nem aborrecimentos, não escrevo sobre esses livros aqui.
Agora, voltando ao livro do post, eu o comprei quando passou pela minha cidade o Projeto Mais Leitura, do governo do Rio de Janeiro. Nesse projeto, os livros custam de 2 a 6 reais e tem vários títulos disponíveis. Claro que não são os livros do momento, mas consegui achar alguns livros bons de literatura clássica como esse e Os Maias (sobre o qual falarei em outro post).

A Princesa de Babilônia é uma minúscula obra em extensão concreta, mas de imensa amplitude por sua profundidade na reflexão. A ser lida e relida, não somente por sua beleza literária, mas também pela maneira atraente como trata todos os temas sociais, políticos e religiosos abordados. Bem ao gosto de Voltaire, a Princesa de Babilônia é uma história que se desenvolve no Oriente. História de amor e de aventura, rica de divertidas hipérboles e de impensáveis ocorrências, misturando realidade com imaginário popular. Na verdade, o contexto histórico oriental é um simples pretexto de Voltaire para escrever um pouco da história da Europa de seu tempo, relembrando, segundo seus interesses do momento, épocas passadas. Não somente isso, mas traça ainda perfis de comportamentos de povos europeus, de quase todos eles camuflados sob nomes e designativos diversos.
O rei Belus resolve promover uma disputa para encontrar um esposo digno de sua filha Formosante, que é muito bela. Participam desse torneio três reis: o faraó do Egito, o cã dos citas e o xá das Índias. Durante o torneio, um rapaz aparece e se mostra mais capaz de preencher a vaga do que qualquer um dos três. Esse rapaz é Amazan, um pastor belo e forte que aparece e desaparece logo depois misteriosamente. Antes de partir, ele entrega uma ave à Formosante. A princesa se apaixona por ele e, como o oráculo disse que ela teria que partir em peregrinação para encontrar o seu esposo, ela resolve procurá-lo em seu reino, com a ajuda da ave. A princesa passa por vários perigos antes de chegar ao reino de Amazan e precisa fingir estar interessada no rei do Egito para conseguir seguir viagem. Um melro que foi enviado por Amazan vê a cena e conta tudo para seu dono, fazendo com que o pastor se sinta traído e saia pelo mundo. Formosante vai atrás dele para desfazer o equívoco e os dois vivem várias experiências até que se reencontram.

Eu li esse livro em um dia, ele é muito fino e, apesar de ser um livro antigo, a leitura é bem gostosa porque não apresenta palavras ou termos difíceis.
Para quem gosta de História e livros clássicos, é uma ótima dica.

 

6 comentários:

  1. Eu já li o "Dicionário Filosófico" de Voltaire, apesar de eu ter gostado muito, percebi que ele é ferozmente antijudeu declaradado. Não considero ele um filósofo no sentido estrito da palavra, mas talvez um jornalista ficaria melhor. Qualquer hora vou ler essa "A princesa de Babilônia"; mas entendo que deve ser boa e até proveitosa a leitura.
    Eu também gosto de ler muitos livros, de várias assuntos.
    Eu vi seu link no Agenda dos Blogs e estou te seguindo agora. Te convido, quando puder, a conhecer meu blog que trata de assuntos noticiários sobre a crescente perseguição anticristã no Oriente Médio e países socialistas, também de política, ativismo e reflexões. Caso gostar, fique a vontade para seguir também =)

    Um forte abraço, fique com Deus é um belíssimo fim de semana!

    http://www.ezequiel-domingues.blogspot.com.br/

    https://pt-br.facebook.com/ezequiel.dominguesdossantos.7

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  2. Achei super interessante, adoro livros de romances, mas não aqueles muito água com açúcar, rrss.
    Gosto de livro onde o casal tem de mostrar o quanto se amam, e lutar com as adversidades da vida, pode ser bobo de minha parte, mas ... Hoje em dia as pessoas se descartam com tanta facilidade, não lutam mais pelo que querem, desistem tão rápido de tudo.

    que livros com histórias assim acho que são exemplos que deveriam ser seguidos, como dizem por aí ... "Pode ser difícil, mas não é impossível" basta que tenhamos força e coragem para lutar pelos nossos sonhos ..

    Gostei muito da resenha e fiquei bem curiosa em relação ao livro.

    Deixo pra você abraços e carinhos ...
    My

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  3. Olá!!

    Sempre ouvi falar de Voltaire mas nunca li de fato nenhuma obra dele. Obrigada pela dica, assim posso começar por este.

    Livros clássicos são maravilhosos, e deixam a gente com gostinho de quero mais! Amo contos desse tipo.

    Beijos!

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  4. Não sou acostumada a ler clássicos (shame on me), mas adoro livros com uma pegada histórica. Vou ver se acho esse por aí!

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  5. Muito bacana esse projeto. Eu gosto de comprar livros clássicos de bolso. Custam em média 10 reais e tem títulos muito bons. Meus preferidos são os de Shakespeare.
    Bjuxxxxx

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  6. Gostei da dica.
    Vou procurar.
    Atualmente curtindo suspense.
    Bjs!!!
    pordosolblog.blogspot.com.br

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